Texto extraído do livro "O Romance de Pinhal", da escritora Marly Bartholomei, fundadora da Pousada.

 

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Espírito Santo do Pinhal

O fundador de Pinhal, Romualdo de Souza Brito, morava na Fazenda Boa Esperança, vizinha a Fazenda do Pinhal. Seu proprietário José Justino de Toledo, endividado, acabou vendendo as terras para Romualdo que logo começou a derrubada dos altos pinheiros que cobriam o lugar (onde um dia seria o Largo da Matriz) para fazer uma plantação de milho.

 

Ouvindo o barulho da derrubada os vizinhos conflitantes acorreram enfurecidos, vindo armados de foices e facões, e deram tiros de trabucos para intimidar a turma de Romualdo. Era uma situação delicada, pois essas terras havia vários donos com demandas judiciais que se arrastavam por anos. Difícil solução.

Dizem então que ele teve uma divina inspiração. Espírito altamente religioso que era, decidiu que a melhor solução não seria ficar a terra para ninguém. Naquele exato lugar de brigas e demandas seria construído um templo abençoado pelo Divino Espírito Santo.

No dia 27 de Dezembro de 1849, passou a escritura de doação em São João da Boa Vista. Seriam 40 alqueires para o patrimônio da capela. Ficou o local chamado de “Espírito Santo do Pinhal”. “Pinhal”: por ser o lugar coberto por frondosos pinheiros da região. “Espírito Santo”: para que Ele abençoando aquela terra, a protegesse contra brigas e discórdias. 

Romualdo de Souza Brito teve 14 filhos com a primeira mulher, e mais 12 filhos em segundas núpcias, os quais por já serem adultos na época da fundação da cidade, muito contribuíram com a formação da mesma.


 
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A Fazenda Barthô

Por outo lado em 1889 chegaram na região os imigrantes italianos que vieram para trabalhar na lavoura do café, sendo um deles: Antônio Bartholomei que em pouco tempo de trabalho na lavoura, montou uma venda na própria fazenda que trabalhava. Com espírito empreendedor foi comprando terras e formando diversas fazendas, sendo uma delas, a que permanece até hoje como sede da pousada.

Seu filho Alberto Bartholomei, cujo apelido era Barthô, casou-se com Aurora de Souza Brito, bisneta de Romualdo, onde originou a segunda geração dos Bartholomei aqui no Brasil.

A família Bartholomei está na sétima geração, e dois de seus descendentes estão hoje administrando a POUSADA FAMIGLIA BARTHÔ.

 

 

Nossa Cidade

Em meio ao complexo da Mantiqueira, Espírito Santo do Pinhal é circundado por uma paisagem surpreendente e por aguas minerais de altíssima qualidade.

Com 43 mil habitantes possui um dos melhores climas e índices de desenvolvimento humano no pais. Símbolo maior de Espírito Santo do Pinhal, o café, foi, é, e sempre será a sua maior riqueza. A cidade é hoje mundialmente conhecida pela altíssima qualidade do Café Arabica, onde é produzido, beneficiado e exportado.

Curiosidades:

Foi a primeira cidade do interior de São Paulo a ter esgoto tratado. Hoje 98% da população já pode usufruir desse benefício. A cidade conta com 100% de água tratada em seus lares. 

O núcleo histórico, tombado do município, traduz todo o esplendor da fase cafeeira de outrora, através dos casarões da época dos “Barões do Café”. Além disso, o município se destaca por produzir um dos melhores vinhos do mundo. A enogastronomia faz-se presente com alta tecnologia e prêmios internacionais. 

A região também tem vocação por cavalos, pois sedia um dos maiores complexos do mundo para eventos eqüestres e leilões. O cavaleiro Filipi M. Leite que foi objeto de várias reportagens do Fantástico veio cavalgando do Canada até nossa cidade, que o recebeu como filho emérito. Vários cavaleiros desta cidade promovem em diversas ocasiões, romarias a cavalo para cidades como Aparecida do Norte, Santa Luzia, Ouro Fino, etc.